segunda-feira, 9 de junho de 2008

Atividade 7

Mudanças na língua portuguesa

Em 2008, novas mudanças deverão ocorrer na língua portuguesa, mudanças em: hífen, acentos e inclusive no alfabeto! De acordo com a folha online, de 0,5% a 2% do vocabulário brasileiro deve mudar. Se hoje em dia já é difícil escrever em português, imagine no ano que vem, que teremos novas regras para guardar e mais outras para esquecer…
Segue abaixo algumas das mudanças:
Hífen
Não se usará mais:
1. quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em “antirreligioso”, “antissemita”, “contrarregra”, “infrassom”. Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r -ou seja, “hiper-”, “inter-” e “super-”- como em “hiper-requintado”, “inter-resistente” e “super-revista”
2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: “extraescolar”, “aeroespacial”, “autoestrada”
Trema
Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados
Acento diferencial
Não se usará mais para diferenciar:
1. “pára” (flexão do verbo parar) de “para” (preposição)
2. “péla” (flexão do verbo pelar) de “pela” (combinação da preposição com o artigo)
3. “pólo” (substantivo) de “polo” (combinação antiga e popular de “por” e “lo”)
4. “pélo” (flexão do verbo pelar), “pêlo” (substantivo) e “pelo” (combinação da preposição com o artigo)
5. “pêra” (substantivo - fruta), “péra” (substantivo arcaico - pedra) e “pera” (preposição arcaica)
Alfabeto
Passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras “k”, “w” e “y”
Acento circunflexo
Não se usará mais:
1. nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”, “ler”, “ver” e seus derivados. A grafia correta será “creem”, “deem”, “leem” e “veem”
2. em palavras terminados em hiato “oo”, como “enjôo” ou “vôo” -que se tornam “enjoo” e “voo”
Acento agudo
Não se usará mais:
1. nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como “assembléia”, “idéia”, “heróica” e “jibóia”
2. nas palavras paroxítonas, com “i” e “u” tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: “feiúra” e “baiúca” passam a ser grafadas “feiura” e “baiuca”
3. nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i”. Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem
Grafia
No português lusitano:
1. desaparecerão o “c” e o “p” de palavras em que essas letras não são pronunciadas, como “acção”, “acto”, “adopção”, “óptimo” -que se tornam “ação”, “ato”, “adoção” e “ótimo”
2. será eliminado o “h” de palavras como “herva” e “húmido”, que serão grafadas como no Brasil -”erva” e “úmido”

Estas mudanças são para complicar ou descomplicar a língua portuguesa?

TEMPO CONCEDIDO: 1 hora

12 comentários:

Lúcia Lessa disse...

Vejam bem, o ensino da gramática ao que parece não é mais obrigatório. Dêem uma olhada nos erros de português, eu digo erros grotescos, não erros simples que muitos cometem. Até posso concordar, que nosso idioma tem muitos acentos desnecessários que tanto nos incomodam na hora de digitar um texto para um trabalho de pesquisa escolar, por exemplo. Acho que as pessoas que estão buscando mudar a nossa escrita acabam prejudicando o povo brasileiro em relação à língua portuguesa no Brasil, quanto mais mudanças tiverem o nosso idioma, mais dificuldades terão para se comunicar "formalmente". Esses críticos da língua portuguesa, tentam ajudar, mas acabam atrapalhando, porque não adianta nada mudar por acharem que é melhor e esquecerem que primeiro deveria haver uma preocupação maior com a reforma do ensino brasileiro que está falido e olharem com outros olhos nossos professores que desmoralizados e sem apoio, acabam muitas vezes desmotivados a cumprir a missão que juraram abraçar em prol da educação, basta ver os míseros salários que recebem para educar e ensinar a nossa Língua Portuguesa. Eu preferiria que o nosso português, que depois de tanta mudança, já deveria ter mudado de nome também para Língua Brasileira. O chato é que quando estamos começando a nos adaptar a uma norma, lá vem eles com essa falta do que fazer e modificam tudo, desnecessariamente, prejudicando principalmente nós que temos de ser avaliados em concursos ou até mesmo em nível de escolaridade, por que a língua, ou idioma para quem preferir, se atualiza, mais o povo que a usufrui, não está acompanhando-as.
Quem não pode ou não quer estudar o idioma que fala não vai mudar de idéia só porque há alguns acentos a menos. Quem escreveu de uma maneira durante 30, 40 ou 50 anos, vai escrever desse jeito pelo resto da vida, não vejo a possibilidade destes compreenderem a nova maneira de escrever quando lá atrás aprenderam a escrever : “pélo” (flexão do verbo pelar), “pêlo” (substantivo) e “pelo” (combinação da preposição com o artigo) e não se usará mais ou nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”, “ler”, “ver” e seus derivados. A grafia correta será “creem”, “deem”, “leem” e “veem” ou em palavras terminados em hiato “oo”, como “enjôo” ou “vôo” -que se tornam “enjoo” e “voo” . Imaginem a confusão!!! Acredito também que toda mudança traz benefícios mas também sacrifícios.
Vamos ver qual será maior desta vez....

Kátia disse...

Acredito que a intenção é descomplicar, já que nossa língua portuguesa é muito complexa e com várias regras e exceções, mas é claro que devido ao hábito, as pessoas com pouca escolaridade ou mesmo pessoas com idade mais avançada não vão conseguir absorver estas mudanças. Cabe à nos acreditar que para as geracões futuras estas mudanças sejam o começo de uma língua portuguesa culta, mais acessível a todos.

Bruno disse...

Complicar com certeza. Do jeito que estava já não era muito fácil, tínhamois sempre que estar estudando, agora, é como se não conhecêssemos mais nossa própria gramática.

paulo disse...

Se essas alterações provocassem alguma mudança no sentido ou no significado das palavras, ainda assim seria difícil de aceitar.
Agora mudar as regras só porque alguém decidiu que daqui por diante será assim, aí eu já considero pura arbitrariedade.
Essas mudanças, sem sombra de dúvida são para complicar.

Anônimo disse...

Claro que são para complicar, pois não faz nenhum sentido, não muda nada, com essa nova maneira de escrever vamos continuar dizendo a mesma coisa.

Professor Steven Outbker disse...

Acho que vai complicaR. Se atualmente mesmo tendo várias regras de acentuação, as pessoas escrevem e falam mal, imagine se essas regras forem sendo extintas pouco a pouco.
A linguagem oficial precisa ser cultivada, se não daqui a alguns anos não teremos mais o que falar ou escrever, teremos apenas bobagens.

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

No meu ponto de vista as regras irão complicar ainda mais a nossa língua que já não é tão fácil assim. Estão tão preocupados com a "estética" ortográfica! E a educação em tese continua deficiente e precarária. Precisamos de notícias mais significantes... Não que esta seja insignificante em sua totalidade, mas tratando-se de um país desigual como o nosso deveríamos estar mais preocupados como anda a educação propriamente dita, a saúde, o desemprego, as taxas de mortalidade e natalidade, a consciência ambiental... Essa mudança só favorece a elite, pois a mesma possui facilidade para comprar um novo exemplar ortográfico ou uma nova gramática com as devidas "atualizações". Já a população carente (que é a maior parte) irá depender do governo para providenciar novas gramáticas... Sem falar das bibliotecas que terão que atualizar seus acervos.

Bjs pessoal.

Blogger disse...

BOA NOITE PROFESSORA,Acho que mudanças são sempre bem vindas, mas, neste caso… confesso que não gostei. Quanto à unificação tudo bem, é interessante que países fale a mesma língua mantenham a homogeneidade na escrita também; agora, com relação aos acentos retirados das palavras… não sei, pode ser exagero, mas parece que deixaram as palavras sem a sua peculiaridade… o acento é uma diferenciação, e justamente devido a essas regras que a Língua Portuguesa torna-se especial então sejamos mais práticos e façamos mudanças que realmente venham a facilitar a vida do brasileiro que escreve já com tantas dificuldades.

Daniele disse...

atividade 7

A intenção é descomplicar, mas vai acabar acabar complicando, porque a Língua Portuguesa já é complicada, e quando finalmente estamos acostumados a algumas de suas regras, elas mudam.
Devemos estar preocupados em entendê-la do jeito que ela é, e oferecer uma Educação de qualidade para os cidadãos brasileiros, para depois pensar em universalizá-la, pois como vamos transmitir algo que não dominamos, ou seja, só ensina bem quem sabe.

Juliana disse...

Para quem estuda a alguns anos e mal consegue memorizar as atuais regras,há de convir que será uma novidade e tanto. Por um lado até que é bem legal retirar alguns acentos.Quem muitos de nós em algum momento de nossas vidas, escolar, nunca esqueceu um trema da palavra cinqüenta?
Agora quando alguém for registra o nome de seu filho, e tiver a vontade de utilazar w,y,k, nenhum escrivão poderar alterar a vontadade dos pais. Afinal agora essas letras farão parte do alfabeto alfabeto.

celma da cunha disse...

Professora,
É lógico que novidades são sempre bem vindas acredito que não vai ser difícil o povo se acostumar a novas regras da língua portuguesa porque com o uso do computador e a nova linguagem cifrada já não usam acentos de qualquer espécie então acredito que facilitará principalmente para os internautas. Quanto aos profissionais creio que são dedicados e estudiosos a ponto de se adaptarem as novas regras rapidinho.